12/11/2009

Anda o estranho caso da nota do PCP sobre a passagem do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim


Como a justificar a minha perplexidade por não ter encontrado no Avante da semana passada, nem no site oficial do PCP, o texto de uma nota que a Lusa dizia que tinha sido enviada por aquele partido sobre o 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, verifico que neste último Avante a situação ainda é mais caricata.
No número desta semana vem, com chamada à primeira página, o seguinte: Alemães de Leste preferem socialismo e depois transcreve o seguinte parágrafo: as ditas “comemorações” do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim são pretexto para mais uma campanha anticomunista e depois remete para a página 19. Estava cheio de esperança de encontrara finalmente a tal nota e não é que na página 19 não há qualquer referência ao assunto. Por fim percebi, estranhamente esta era a notícia de primeira página que estava no Avante da semana passada e que correspondia à notícia sobre as tais sondagens que eu referi. Ou seja, havia uma gralha neste Avante que tinha uma notícia de primeira página que repetia a do Avante anterior.
Mas de tal nota é que não havia qualquer referência. Hoje estou quase à admitir que a Lusa não inventou, porque todas as referências a este assunto, incluindo o discurso de Bernardino Soares no Parlamento, passando por estes inarráveis textos na rubrica Actual, O Muro de Berlim e A propósito d’”O Muro” e terminando na Crónica Internacional, Histeria reaccionária, nada faz pensar que a Direcção do PCP tinha algum rebuço em se pronunciar sobre aquele acontecimento nos termos em que o fez.

Do primeiro texto do Actual destacaria a chamada “queda do muro de Berlim” foi difundida pelos media e conduzida por uma assinalável “santa aliança” entre a extrema-direita, direita, social-democracia, ex-comunistas e a chamada “nova esquerda”. Santa arrogância que sente que só o PCP é detentor da verdade, incapaz de analisar com o mínimo de rigor o que se passou. Quando estas coisas são ditas vai-me uma tristeza na alma, que me interrogo como pude eu ser camarada de gente desta, que tal como os fascistas manifesta um ódio a tudo que não alinha pela sua bitola de pensamento.

3 comentários:

Pedro Namora disse...

De facto, como é que alguém que não tem vergonha de equiparar os comunistas aos fascistas, assim ilibando os primeiros, pôde algum dia ter um cartão honrado de militante comunista.
Em vez de proferir esses ataques ensandecidos, mostre o que pensa sobre a queda do muro e n~ºao se fique por meias palavras.
Já agora, escreva também sobre os muros que persistem e deixe os comunistas defenderem o que acham justo.

Jorge Nascimento Fernandes disse...

Não foi este senhor que foi candidato monárquico à Câmara de Setúbal?

Operário com tristeza vós digo disse...

-Boa doutor! -De facto o Dr. Pedro Namora, deveria estar caladinho.

-Embora o Dr. Pedro, já se tivesse demitido do Partido... não lhe fica bem. -Lá isso não fica.