
Não quero com isto passar qualquer atestado de bom comportamento a tão odiosa figura, simplesmente entendo que transformado em inimigo público número um, ou melhor ainda, em bobo da corte, Jardim passa a ser uma personagem risível, em vez daquilo que ele sempre foi, um provocador afascistado ao serviço da direita, que sempre tratou os seus concidadãos madeirenses como seres de segunda, com o beneplácito dos políticos do Continente, ou seja, do PS e do PSD e com grande gáudio dos media nacionais.
É bom recordar, e para isso nem me socorro a qualquer biografia, que este senhor ainda jovem era já protegido dos capatazes do regime fascista e que tudo se estava a preparar para depois da sua carreira na Madeira passar provavelmente com êxito para o Continente. Alberto João estava pois fadado para ser um jovem quadro do regime fascista.
É bom recordar, e para isso nem me socorro a qualquer biografia, que este senhor ainda jovem era já protegido dos capatazes do regime fascista e que tudo se estava a preparar para depois da sua carreira na Madeira passar provavelmente com êxito para o Continente. Alberto João estava pois fadado para ser um jovem quadro do regime fascista.
Veio o 25 de Abril e este homem transfigura-se em democrata, aceitando com proveito a nova ordem estabelecida. Não me interroguem sobre as relações deste senhor com o bando independentista daquela ilha, nem os passos que deu para ser o chefe de fila do PSD. Só sei que já revolução ia alta e este senhor era utilizado pela televisão pública ao serviço da contra-revolução para participar nos debates que exigiam alguém da extrema-direita caceteira. Alberto João era, nesse sentido, um dos chefes de fila da luta ideológica que o reaccionarismo nacional travava nessa altura, como hoje os economistas de serviço, “brilhantes” professores universitários, são utilizados para nos vender os sacrifícios que a direita e o patronato nos querem impor. Os tempos são outros e o raciocínio pouco elaborado e boçal de Alberto João já não serve para o debate em curso. É preferível utilizar os senhores doutores cheios de manhas e prosápias que, com palavras mansas, vão tentando enganar os tolos deste país.
E quando me refiro a Alberto João, estou-me a lembrar de debates concretos que assisti na televisão em que S. Ex.ª punha e dispunha da argumentação necessária para nos convencer das virtudes do seu reaccionarismo militante. Se não me engano, até participou num sobre o Serviço Nacional de Saúde.
A utilização regular desta personagem, a que se juntavam entrevistas com ar sério, convenceram-no em certo momento que poderia ter algum futuro político no Continente. Depressa os seus serviços foram dispensados para tão altos voos. Ele que continuasse na Madeira a governar os seus súbditos, porque a partir de certa altura já só servia para o anedotário nacional e para tentar aumentar as audiências dos telejornais.
Dito isto, só quero lamentar como este senhor teve uma sobrevida tão longa e que para mim ele nunca passou de um reaccionário com poder suficiente para fazer mal aos seus concidadãos da Madeira, com toques aqui e acolá que roçavam mesmo o fascismo. Gente desta tem que se pôr no seu lugar e não se lhes pode dar confiança, de modo a serem levados como inimputáveis.
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