
Esta manhã, como por acaso, Carvalho da Silva encontra-se com António Costa junto da Brasileira do Chiado e diz-lhe “Já que nos encontramos, quero desejar-lhe uma boa ponta final de campanha e dizer-lhe que os lisboetas e Lisboa precisam da sua vitória e, também, que o Senhor tenha capacidade para ouvir e convergir à esquerda, porque é preciso que Lisboa seja governada à esquerda”´(ver aqui). A transcrição das declarações de Carvalho da Silva foi feita a partir de uma nota enviada pelo próprio às redacções dos jornais, em que dava conta da mensagem que tinha remetido à CDU, dando todo o apoio a esta coligação. Depreende-se que seria para o resto do país.
Patuscamente li num blog, de alguém que me pareceu favorável à CDU, que considerava a notícia do Público, que dizia que Carvalho da Silva apoiava António Costa, como uma manipulação jornalística. Os militantes do PCP, ensinados a não acreditarem no que diz a imprensa “burguesa”, não percebem que por vezes ela fala verdade e que a realidade é mais pesada do que aquela que eles imaginam.
Carvalho da Silva tem manifestado há algum tempo uma certa independência, diria mesmo uma agenda própria, em relação ao PCP. A conversa da sua substituição à frente da Central não era invenção dos jornalistas. Simplesmente, como era difícil substitui-lo e por momentos aquele pareceu acatar as directrizes do PCP, continuou como Secretário-Geral. No entanto, muitos acalentavam a esperança de ter Carvalho da Silva como um líder para poder apresentar, na altura própria, como candidato a Presidente da República ou para a criação de uma nova formação política. Para Carvalho da Silva os tempos não estavam ainda maduros e tudo isso ficou em águas de bacalhau.
Hoje, depois deste encontro casual, parece-me que alguma coisa irá mudar. O PCP não é de se ficar e Carvalho da Silva ainda não tem o estatuto de José Saramago, que pode fazer tudo o queira que o Partido lhe perdoará sempre. Provavelmente, como na altura se falava, Carvalho da Silva será substituído a meio do mandato e deste modo já vai preparando a cama para outras ambições.
Dirão que estou a especular, a inventar, chamar-me-ão comentador de pacotilha, mas nunca vi um militante do PCP, com as responsabilidades de Carvalho da Silva, apoiar outro candidato que não seja o do Partido. Gostava que aqueles que andam sempre a falar da especulação da “imprensa burguesa” que ao menos tivessem a hombridade de vir justificar ou analisar o significado destas declarações de Carvalho da Silva.
Direi que são uma facada nas costas de Ruben de Carvalho e que só dão razão àqueles que andavam a apelar a uma convergência de esquerda para a Câmara de Lisboa e que agora, com algumas diferenças, lá continuam com o mesmo tipo de apelos para um Compromisso à esquerda.
Ulisses Garrido, na fotografia do Sol, lá espreitava por detrás de Carvalho da Silva quando este se encontra com António Costa. Ele é, por notícias da imprensa, um dos principais impulsionadores do último apelo a um Compromisso.
Tal como se pede ao Presidente da República contenção e bom senso, coisa que parece que se lhe varreu por completo, acho que o Secretário-Geral da CGTP também deve ter alguma contenção nos apoios que dá, atendendo que a Central é de todos e não de uma facção.
Patuscamente li num blog, de alguém que me pareceu favorável à CDU, que considerava a notícia do Público, que dizia que Carvalho da Silva apoiava António Costa, como uma manipulação jornalística. Os militantes do PCP, ensinados a não acreditarem no que diz a imprensa “burguesa”, não percebem que por vezes ela fala verdade e que a realidade é mais pesada do que aquela que eles imaginam.
Carvalho da Silva tem manifestado há algum tempo uma certa independência, diria mesmo uma agenda própria, em relação ao PCP. A conversa da sua substituição à frente da Central não era invenção dos jornalistas. Simplesmente, como era difícil substitui-lo e por momentos aquele pareceu acatar as directrizes do PCP, continuou como Secretário-Geral. No entanto, muitos acalentavam a esperança de ter Carvalho da Silva como um líder para poder apresentar, na altura própria, como candidato a Presidente da República ou para a criação de uma nova formação política. Para Carvalho da Silva os tempos não estavam ainda maduros e tudo isso ficou em águas de bacalhau.
Hoje, depois deste encontro casual, parece-me que alguma coisa irá mudar. O PCP não é de se ficar e Carvalho da Silva ainda não tem o estatuto de José Saramago, que pode fazer tudo o queira que o Partido lhe perdoará sempre. Provavelmente, como na altura se falava, Carvalho da Silva será substituído a meio do mandato e deste modo já vai preparando a cama para outras ambições.
Dirão que estou a especular, a inventar, chamar-me-ão comentador de pacotilha, mas nunca vi um militante do PCP, com as responsabilidades de Carvalho da Silva, apoiar outro candidato que não seja o do Partido. Gostava que aqueles que andam sempre a falar da especulação da “imprensa burguesa” que ao menos tivessem a hombridade de vir justificar ou analisar o significado destas declarações de Carvalho da Silva.
Direi que são uma facada nas costas de Ruben de Carvalho e que só dão razão àqueles que andavam a apelar a uma convergência de esquerda para a Câmara de Lisboa e que agora, com algumas diferenças, lá continuam com o mesmo tipo de apelos para um Compromisso à esquerda.
Ulisses Garrido, na fotografia do Sol, lá espreitava por detrás de Carvalho da Silva quando este se encontra com António Costa. Ele é, por notícias da imprensa, um dos principais impulsionadores do último apelo a um Compromisso.
Tal como se pede ao Presidente da República contenção e bom senso, coisa que parece que se lhe varreu por completo, acho que o Secretário-Geral da CGTP também deve ter alguma contenção nos apoios que dá, atendendo que a Central é de todos e não de uma facção.



















