
Quem leu hoje o Expresso e viu a SIC Notícias da hora do almoço, mas quem igualmente tem acompanhado nestes últimos dias o comentário político daquela estação, perceberá até que ponto a honestidade informativa, o preconceito ideológico e a campanha desinformativa chegaram ao ponto zero da independência jornalística.
O Expresso foi um jornal que, nos tempos do PREC, se distinguiu por ter uma redacção compostas por meninos do MRRP que se profissionalizaram no tipo de provocações, que foram ressuscitadas na edição de hoje. Em que é que constavam esses ataques. Eram normalmente dirigidos ao PCP e aos seus simpatizantes, aos meios militares de esquerda e visavam criar a ideia de que bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz e não faças o que ele faz. Ou seja, que a prática seguida pelos defensores de certas teorias de esquerda não correspondiam ao que diziam, isto tanto na política, como na sua vida pessoal. Por isso, todas as notícias que pudessem achincalhar a esquerda dita gonçalvista eram pespegadas no Expresso. Isto fez carreira e ainda hoje é a glória de Marcelo Rebelo de Sousa.
Já se sabe que, normalizados os tempos, tirando um caso ou outro de clara provocação jornalística, o Expresso tem-se vindo a caracterizar por ser o porta-voz da bem-penância nacional, nada vocacionado para as provocações, nem para o agitar de águas.
Mas hoje não resistiu a vir dizer que Francisco Louçã apesar de denunciar os PPR comprou um, de que por sinal se desfez, para ir aplicar nos PPR criados pelo Governo. Diga-se de passagem que esta notícia seria até uma boa propaganda para o Bloco e para os fundos nacionais criados pelo Ministério do Trabalho, que abandonando os PPR privados se resolve a comprar os públicos como o objectivo de obter mais lucro e maior garantia. Mas o Expresso não lhe interessa isso, quer é mostrar aos seus leitores que as poupanças de Louçã já são de seis mil contos, ou trinta mil euros, vejam lá a fortuna, e que foram aplicadas naquilo que o Bloco condena como desprovidas de interesse económico.
É interessante que nas páginas interiores vem um artigo arrasador, que eu não subscreveria, de Miguel Sousa Tavares sobre a inveja nacional para com todos aqueles que vingaram e tiveram êxito na vida, e que se reflectem nos comentários anónimos dos blogs. Ora é isto mesmo que o Expresso está fazer, vejam lá este senhor que anda a combater o Governo pela esquerda, tem um pequeno pé-de-meia, que é de facto mais do que a maioria tem, e ainda por cima vai colocá-lo naquilo que combate. Se isto não é apelo à inveja nacional que Sousa Tavares condena, vou ali e já venho. Mas o assunto não se ficou por aqui, mereceu honras de tratamento informativo destacado na SIC Notícias, todo ele escrito e redigido com aquele ar de piscadela de olho ao espectador: em bem te topo, querias lutar pelos pobres mas tu és é um rico, que fazes tudo aquilo que condenas. E termina o locutor de serviço, com aquela objectivada de cão de fila a defender o patrão, apesar do que se disse o Bloco "lá" consegue o terceiro lugar nas sondagens. Ou seja, para o locutor, o Bloco, por Louçã e alguns dos seus dirigentes terem comprado PPR e acções (até a já não dirigente Joana Amaral Dias leva por tabela) devia estar no último lugar, naturalmente não existir mesmo. E assim vai o jornalismo em Portugal.
O Expresso foi um jornal que, nos tempos do PREC, se distinguiu por ter uma redacção compostas por meninos do MRRP que se profissionalizaram no tipo de provocações, que foram ressuscitadas na edição de hoje. Em que é que constavam esses ataques. Eram normalmente dirigidos ao PCP e aos seus simpatizantes, aos meios militares de esquerda e visavam criar a ideia de que bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz e não faças o que ele faz. Ou seja, que a prática seguida pelos defensores de certas teorias de esquerda não correspondiam ao que diziam, isto tanto na política, como na sua vida pessoal. Por isso, todas as notícias que pudessem achincalhar a esquerda dita gonçalvista eram pespegadas no Expresso. Isto fez carreira e ainda hoje é a glória de Marcelo Rebelo de Sousa.
Já se sabe que, normalizados os tempos, tirando um caso ou outro de clara provocação jornalística, o Expresso tem-se vindo a caracterizar por ser o porta-voz da bem-penância nacional, nada vocacionado para as provocações, nem para o agitar de águas.
Mas hoje não resistiu a vir dizer que Francisco Louçã apesar de denunciar os PPR comprou um, de que por sinal se desfez, para ir aplicar nos PPR criados pelo Governo. Diga-se de passagem que esta notícia seria até uma boa propaganda para o Bloco e para os fundos nacionais criados pelo Ministério do Trabalho, que abandonando os PPR privados se resolve a comprar os públicos como o objectivo de obter mais lucro e maior garantia. Mas o Expresso não lhe interessa isso, quer é mostrar aos seus leitores que as poupanças de Louçã já são de seis mil contos, ou trinta mil euros, vejam lá a fortuna, e que foram aplicadas naquilo que o Bloco condena como desprovidas de interesse económico.
É interessante que nas páginas interiores vem um artigo arrasador, que eu não subscreveria, de Miguel Sousa Tavares sobre a inveja nacional para com todos aqueles que vingaram e tiveram êxito na vida, e que se reflectem nos comentários anónimos dos blogs. Ora é isto mesmo que o Expresso está fazer, vejam lá este senhor que anda a combater o Governo pela esquerda, tem um pequeno pé-de-meia, que é de facto mais do que a maioria tem, e ainda por cima vai colocá-lo naquilo que combate. Se isto não é apelo à inveja nacional que Sousa Tavares condena, vou ali e já venho. Mas o assunto não se ficou por aqui, mereceu honras de tratamento informativo destacado na SIC Notícias, todo ele escrito e redigido com aquele ar de piscadela de olho ao espectador: em bem te topo, querias lutar pelos pobres mas tu és é um rico, que fazes tudo aquilo que condenas. E termina o locutor de serviço, com aquela objectivada de cão de fila a defender o patrão, apesar do que se disse o Bloco "lá" consegue o terceiro lugar nas sondagens. Ou seja, para o locutor, o Bloco, por Louçã e alguns dos seus dirigentes terem comprado PPR e acções (até a já não dirigente Joana Amaral Dias leva por tabela) devia estar no último lugar, naturalmente não existir mesmo. E assim vai o jornalismo em Portugal.
PS.: porque não dou exemplos em relação ao que estou a afirmar sobre a SIC Notícias, aqui vai: só ontem, sexta-feira, os convidados do Expresso da Meia-Noite eram todos do Bloco Central, que se perderam num combate de galos, mas que quando paravam lá vinham dar umas bicadas no Bloco. Antes disso a apreciação à campanha eleitoral foi feito por esses dois grandes comentadores “independentes” chamados Luís Delgado e Mário Bettencourt Resendes. Mas outros exemplos se poderiam dar, mostrando a extrema dependência em relação ao Bloco Central daquela estação de televisão.


















